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domingo, 21 de novembro de 2010

Quase 60% dos lares brasileiros têm computador

O Brasil está avançando no uso de computadores, mas uma parcela considerável dos lares do país ainda não tem uma máquina. Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19) aponta que 58% das casas têm ao menos um PC, mas essa distribuição é desigual: enquanto no Sudeste 66% dos lares possuem a máquina, no Nordeste esse índice é de 42%.
De acordo com o estudo, feito pela consultoria Ipsos a pedido da Intel, há uma forte tendência de aumento no número de máquinas em casas que já têm micro. De acordo com a empresa, “o computador deixa de ser um item "da família", que é compartilhado por todos os membros do lar, para tornar-se um item pessoal, que reflete os usos, costumes e personalidade do dono”.
No Distrito Federal, por exemplo, 35,6% das pessoas usam o computador individualmente. Estados como Rio de Janeiro (25,9%), Minas Gerais (25,7%) e Goiás (25,3%) também têm índices altos de uso individual. Na contramão, há Estados em que é alta a taxa de pessoas que compartilham a máquina: no Rio Grande do Sul, 91,7% das pessoas usam o PC com outras pessoas.
Cássio Tietê, diretor de marketing da Intel Brasil, diz em comunicado que essa tendência, “comum nos mercados mais maduros”, “vai guiar o crescimento do mercado no futuro próximo”.
– É natural que o brasileiro queira um computador que seja efetivamente pessoal, que seja só seu e reflita sua personalidade, seus maneirismos.
De acordo com a pesquisa, a expectativa é de que o mercado de PCs continue aquecido no ano que vem, já que 38% dos entrevistados disseram querer comprar um computador nos próximos 12 meses. 15,2% das pessoas contaram que pretendem comprar um desktop (PC de mesa), 14,3% querem um notebook e 2,3% preferem um netbook (computador portátil voltado principalmente para o acesso à internet e que não é tão potente).

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Antimatéria é produzida e armazenada no CERN

Antimatéria é produzida e armazenada no CERN
O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou hoje que conseguiu produzir e armazenar átomos de antimatéria por tempo suficiente para serem estudados.
O feito foi alcançado pelo experimento ALPHA e é considerado um importante passo para entender uma das questões em aberto do Universo: afinal, existe diferença entre matéria e antimatéria?
Embora átomos de antimatéria já tivessem sido produzidos no passado, mantê-los intactos por tempo suficiente sempre foi um grande desafio. Em um trabalho publicado hoje na Nature, a equipe do CERN mostra que conseguiu produzir e prender átomos de “anti-hidrogênio” – abrindo caminho para que os cientistas comparem matéria e antimatéria.
Por definição,  a antimatéria é idêntica à matéria, a não ser pelo fato de possuir carga oposta.  Por isso, as duas se aniquilam quando entram em contato uma com a outra.
A antimatéria permanece um dos maiores mistérios da ciência. Ou melhor, a ausência de antimatéria é um grande mistério. Segundo todos os cálculos astronômicos, no momento do Big Bang (a grande explosão que, de acordo com as teorias mais aceitas, deu origem ao Universo) matéria e antimatéria devem ter se formado em quantidades equivalentes. No entanto, nós sabemos que nosso mundo é feito de matérias – enquanto a antimatéria parece ter desaparecido. E é justamente para descobrir o que aconteceu com ela que os cientistas usam uma série de métodos. O principal objetivo é conseguir investigar se existem pequenas diferenças nas propriedades da matéria e antimatéria que poderiam explicar o que aconteceu.

Astrônomos encontram primeiro planeta com origem em outra galáxia

Pouco maior que Júpiter, astro está a 2.300 anos-luz da Terra e orbita uma estrela similar ao Sol 

planeta e sol 

Astrônomos europeus informaram ter encontrado pela primeira vez um planeta com origem fora da Via Láctea, a galáxia em que está situada a Terra. Batizado HIP 13044 b, ele está a 2.300 anos-luz de distância da Terra e tem 1,25 vez o tamanho de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Ele gira ao redor de uma estrela pouco menor que o Sol e completa uma órbita a cada 16 dias – ou seja, cada ano dura cerca de meio mês terrestre. Por estar muito perto da estrela, os astrônomos acreditam que ele seja bastante quente e talvez esteja no fim de sua vida.
O exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) foi localizado depois dos pesquisadores perceberem uma "pequena perturbação na estrela, causada pelo empuxo gravitacional de um companheiro orbital", diz o estudo. Para tal, usaram um telescópio do laboratório europeu em La Silla, no Chile, a 2.400 metros de altitude e 600 km ao norte de Santiago.
O estudo foi publicado essa semana na revista Science Express e defende a teoria de que tanto o planeta como a estrela em torno da qual ele orbita sejam parte da corrente Helmi, grupo de estrelas que sobreviveu depois de sua minigaláxia ser absorvida pela Via Láctea, há 9 milhões de anos.
O HIP 13044 b também resistiu a uma fase em que a estrela anfitriã passou por um crescimento maciço, depois de ter esgotado sua provisão de hidrogênio nuclear. Essa etapa da evolução das estrelas é denominada fase de gigante vermelha. "A descoberta é particularmente intrigante se considerarmos o futuro distante do nosso próprio sistema planetário, quando o Sol também se tornará uma gigante vermelha, dentro de 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, principal pesquisador do projeto do Instituto Max Planck de Astronomia.

 

Google vai contratar mais de 2 mil profissionais

Mais de 2 mil pessoas em todo o mundo devem ser contratadas pelo Google. O maior serviço mundial de buscas está em busca de novas oportunidades de crescimento em diversos mercados, entre os quais o sistema operacional Android para celulares inteligentes, publicidade online convencional e software de produtividade para uso online.

Segundo um levantamento da Reuters, a empresa possui 2076 vagas em aberto em seu site. O número é quase seis vezes mais alto que o encontrado em pesquisa semelhantes feita em março de 2009. A onda de contratações ocorre em meio às mais de 20 aquisições do Google, que ajudaram a ampliar o quadro de profissionais do serviço para 23,3 mil funcionários, no final de setembro.

As vagas atuais são destinadas primordialmente a engenheiros e pessoal de vendas. A metade delas é destinada para postos nos Estados Unidos. Alguns dos empregos são temporários, mas a maior parte é permanente.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Futuro da Internet em risco?

Andam a circular novos alertas sobre a falta de endereços Web, o que acontece devido à escassez de endereços disponíveis no actual protocolo de Internet.
O mais recente aviso foi feito por Vint Cerf, um dos «pais» da rede de computadores que deu origem à Internet. «Os próximos tempos serão turbulentos para a rede» adiantou, citado pela BBC, durante um evento dedicado ao novo protocolo de Internet (o IPv6).
O responsável considera que durante a passagem para o novo sistema, alguns «links» serão afectados, o que se irá reflectir nos serviços da Web. Em causa estão problemas que resultam da falta de compatibilidade entre os dois protocolos.
O responsável mostrou-se ainda preocupado com o facto da adopção do IPv6 estar a ser demasiado lenta. As previsões apontam para o fim da disponibilidade de endereços no actual IPv4 em 2012.
Recorde-se que já vários especialistas apelaram às organizações para que adoptem rapidamente o IPv6. Isto porque quando uma parte da Internet começa a ser convertida no protocolo IPv6, quem ainda tem sistemas assentes no sistema anterior pode não conseguir aceder aos sites do grupo inicial.