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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Hologramas em tempo quase real

Pesquisadores conseguem produzir e transmitir as imagens trimensionais em dois segundos

Pesquisadores da Universidade do Arizona desenvolveram uma técnica para a formação de hologramas praticamente em tempo real. O sistema utiliza 16 câmeras 2-D para captar um objeto por diferentes ângulos. Essas imagens são processadas em um sistema de impressão holográfica 3-D e projetadas, por laser, em uma tela fotossensível. A imagem projetada é trocada a cada dois segundos. O avanço da técnica é esse tempo reduzido para mudar a imagem (até agora, essa troca, em outros sistemas, demorava alguns minutos). Isso é possível graças ao material utilizado na tela: um novo tipo de plástico, chamado polímero fotorrefrativo. Para alcançar um efeito semelhante ao que assistimos na TV, os pesquisadores, liderados por Nasser Peyghambarian, precisam conseguir atualizar a imagem para cerca de 30 vezes por segundo. 
São apontadas muitas utilidades para o desenvolvimento dos hologramas instantâneos. Por exemplo, em medicina, poderiam servir para a transmissão de cirurgias e novas técnicas para especialistas espalhados em todo mundo. A indústria automobilística também poderia simular novos modelos de veículos. E, nos cinemas 3-D, o público não precisaria mais usar óculos.

Várias das reportagens sobre a nova técnica trouxeram a comparação inevitável com “Guerra nas Estrelas”. Em um dos filmes da saga, Luke Skywalker vê uma mensagem tridimensional, um pedido de socorro, enviada pela princesa Leia projetada pelo robô R2D2.

A pesquisa foi divulgada na revista Nature. No site da publicação há vídeos demonstrando como funciona o sistema.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chip faz com que cegos voltem a enxergar

Médicos alemães conseguiram avanços importantes no desenvolvimento de um implante que faz com que pessoas cegas possam enxergar. Três pacientes que usaram o novo aparelho foram capazes de ver objetos e diferenciar formas – um deles conseguiu andar sozinho em uma sala, chegou perto de pessoas, identificou a hora em um relógio e distinguiu entre sete tons de cinza.
O chip foi testado em pessoas que sofrem de uma doença chamada retinite pigmentosa, um problema de origem genética que afeta as células da retina (membrana sensível à luz, localizada na superfície interna do olho), fazendo com que o paciente perca gradualmente a visão. Cerca de 200 mil pessoas no mundo ficaram cegas por causa dessa doença. (Com informações R7)

Google pagará hackers que acharem falhas de segurança em seus sites

Projeto inclui as páginas do Youtube, Blogger, Orkut e Google.
Antes, recompensas eram pagas apenas para erros no navegador Chrome.

GoogleO Google está oferecendo aos pesquisadores na internet o pagamento de recompensa aos que encontrarem vulnerabilidades na página de buscas do Google, YouTube, Blogger e Orkut. O valor pago dependerá da falha localizada, e varia entre US$ 500 a US$ 3,1 mil.
Há quase um ano, o Google lançou o programa de recompensa para o navegador Chrome. Desde janeiro, a companhia já pagou cerca de 50 recompensas por erros de segurança no browser.
Segundo a empresa, o objetivo do programa é que as vulnerabilidades sejam encontradas antes que elas se espalhem pela internet. Os pesquisadores que encontrarem algum erro devem reportar à empresa antes que ele se torne público.
O Android e aplicativos do Google Desktop, como o Picasa, não foram incluídos no projeto, mas a empresa anunciou que eles podem ser abrangidos no futuro.

 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sistema Android do Google vira sucesso no mercado de smartphones

Apenas atrás do Symbian, da Nokia, no ranking global de smartphones no terceiro trimestre, o sistema Andoid, do Google, ocupa a segunda colocação e vem sendo considerada a grande sensação do setor. Os dados são da Canalys, empresa de análise de mercado.

O Android é responsável pelo barateamento dos smartphones, pois é oferecido gratuitamente aos fabricantes de celular. Acredita-se que os smartphones tenham aumentado em 95% a participação no mercado global, chegando a um número de 80,9 unidades.

Ao ser lançado, o sistema do Google obteve vendas bem abaixo do esperado, em 2009. Do ano passado a 2010, o crescimento nas vendas foi de 1.328%, significando um resultado bastante expressivo, que pode ter como justificativa a grande variedade de aparelhos por diferentes fabricantes. Um exemplo do sucesso é ter atingido 43,6% das vendas de telefones, nos Estados Unidos, contra 26,2% da iPhone, da Apple.

Segundo especialistas, a Motorola vem se beneficiando com a escolha pelo Android, recuperando assim, seu espaço no mercado. A empresa divulgou, na semana passada, que teve o seu primeiro crescimento desde 2006.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pequeno gênio egípcio de 11 anos é analista da Microsoft

Vídeo mostra Mahmoud, aos 9 anos, em uma entrevista para a TV egípcia. Foto: YouTube/ReproduçãoO pequeno Mahmoud Wael, um egípcio de 11 anos e aspecto frágil, se tornou técnico da Microsoft graças à sua capacidade de resolver cálculos complexos em segundos e de dominar as redes de computadores. "Meu pai descobriu minha habilidade quando eu tinha três anos e resolvi uma conta de multiplicação da minha irmã", conta Mahmoud, um menino tímido que responde às perguntas sentado em um sofá do humilde apartamento no qual vive com sua família.
Após a descoberta, um exame determinou que seu coeficiente intelectual é de 155, uma pontuação "muito alta" que, segundo o próprio pequeno egípcio, o transforma no "menino mais inteligente do mundo".
A precoce habilidade com os computadores não passou despercebida pela gigante americana Microsoft, que o presenteou há seis anos com seu primeiro laptop e acaba de nomeá-lo analista tecnológico.
Mahmoud, apelidado por seus vizinhos de "Abqarino" (gênio, em árabe), se matriculou aos nove anos na prestigiada Universidade Americana do Cairo, onde cursa Informática.
Para seu pai, Wael Mahmoud, que mostra orgulhoso uma pasta cheia de recortes de jornais com reportagens sobre o filho, o garoto é "uma criança, um engenheiro de informática e um presente de Alá".
"Agora já sou um profissional em redes de computadores e já poderia trabalhar", afirma Mahmoud, que se diz apaixonado pela informática porque "graças a esta invenção, é possível chegar a qualquer parte do mundo". "Se quero saber alguma coisa, tenho Google e Wikipédia, e se quero conhecer alguém no outro lado do planeta, tenho o Facebook".
"Talvez eu acabe trabalhando para a Microsoft", antecipa o menino que, embora fale com fluência o árabe e o inglês e estude francês, está mais interessado "em conhecer as linguagens de programação".
No populoso bairro do Cairo em que a família de Mahmoud sempre morou, as crianças de sua idade brincam na rua enquanto os adultos tomam chá ou fumam shisha (narguilé). Mas o menino não tem tempo para sair com os amigos porque sua rotina começa cedo, às 6h30, e a manhã e a tarde são ocupadas entre as salas de aula de um colégio internacional e da universidade.
"Alguns garotos da minha idade têm orgulho de ter um amigo como eu no bairro, mas outros pedem que ninguém brinque comigo", conta Mahmoud, que aproveita as férias para "brincar, brincar e brincar". "Às vezes me sinto como um adulto porque acordo muito cedo e vou à escola e à universidade, mas em casa meus pais me tratam como uma criança", revela.
Interessado por programação, o pequeno gênio confessa ter perdido a destreza com as operações matemáticas, mas diante do desafio de calcular o resultado de 40 vezes 78, faz uma pausa e pede, sério: "Um minuto, por favor".
"Moody", como é chamado em casa, só precisa de dez segundos para dar a resposta correta (3.120) e, depois, explica que seu verdadeiro sonho é seguir os passos do egípcio Ahmed Zewail, prêmio Nobel de Química em 1999, e ser "cientista especializado em informática".
"Antes de completar 20 anos, vou morar fora do Egito para estudar. Depois vou voltar e tentar inventar algo por aqui", planeja o menino, que se considera um "bom muçulmano". Segundo ele, foi o profeta Maomé quem lhe concedeu a inteligência e, por isso, sempre agradece quando vai à mesquita ao lado de sua casa. "Meu coeficiente é uma das muitas razões pelas quais eu amo Deus", relata.
Os olhos de Mahmoud, ocultos sob os óculos de aro vermelho, se acendem quando fala de outra de suas paixões, o futebol. "Gosto de jogar com meus amigos do bairro ou na escola e sou fã do Al Ahly (o time campeão da última liga egípcia)".
Depois da equipe do Cairo, o garoto reconhece que seu favorito é o Barcelona, porque "tem grandes jogadores como o Messi" e, entre as seleções, prefere a Espanha e o Brasil.