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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Google pagará hackers que acharem falhas de segurança em seus sites

Projeto inclui as páginas do Youtube, Blogger, Orkut e Google.
Antes, recompensas eram pagas apenas para erros no navegador Chrome.

GoogleO Google está oferecendo aos pesquisadores na internet o pagamento de recompensa aos que encontrarem vulnerabilidades na página de buscas do Google, YouTube, Blogger e Orkut. O valor pago dependerá da falha localizada, e varia entre US$ 500 a US$ 3,1 mil.
Há quase um ano, o Google lançou o programa de recompensa para o navegador Chrome. Desde janeiro, a companhia já pagou cerca de 50 recompensas por erros de segurança no browser.
Segundo a empresa, o objetivo do programa é que as vulnerabilidades sejam encontradas antes que elas se espalhem pela internet. Os pesquisadores que encontrarem algum erro devem reportar à empresa antes que ele se torne público.
O Android e aplicativos do Google Desktop, como o Picasa, não foram incluídos no projeto, mas a empresa anunciou que eles podem ser abrangidos no futuro.

 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sistema Android do Google vira sucesso no mercado de smartphones

Apenas atrás do Symbian, da Nokia, no ranking global de smartphones no terceiro trimestre, o sistema Andoid, do Google, ocupa a segunda colocação e vem sendo considerada a grande sensação do setor. Os dados são da Canalys, empresa de análise de mercado.

O Android é responsável pelo barateamento dos smartphones, pois é oferecido gratuitamente aos fabricantes de celular. Acredita-se que os smartphones tenham aumentado em 95% a participação no mercado global, chegando a um número de 80,9 unidades.

Ao ser lançado, o sistema do Google obteve vendas bem abaixo do esperado, em 2009. Do ano passado a 2010, o crescimento nas vendas foi de 1.328%, significando um resultado bastante expressivo, que pode ter como justificativa a grande variedade de aparelhos por diferentes fabricantes. Um exemplo do sucesso é ter atingido 43,6% das vendas de telefones, nos Estados Unidos, contra 26,2% da iPhone, da Apple.

Segundo especialistas, a Motorola vem se beneficiando com a escolha pelo Android, recuperando assim, seu espaço no mercado. A empresa divulgou, na semana passada, que teve o seu primeiro crescimento desde 2006.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pequeno gênio egípcio de 11 anos é analista da Microsoft

Vídeo mostra Mahmoud, aos 9 anos, em uma entrevista para a TV egípcia. Foto: YouTube/ReproduçãoO pequeno Mahmoud Wael, um egípcio de 11 anos e aspecto frágil, se tornou técnico da Microsoft graças à sua capacidade de resolver cálculos complexos em segundos e de dominar as redes de computadores. "Meu pai descobriu minha habilidade quando eu tinha três anos e resolvi uma conta de multiplicação da minha irmã", conta Mahmoud, um menino tímido que responde às perguntas sentado em um sofá do humilde apartamento no qual vive com sua família.
Após a descoberta, um exame determinou que seu coeficiente intelectual é de 155, uma pontuação "muito alta" que, segundo o próprio pequeno egípcio, o transforma no "menino mais inteligente do mundo".
A precoce habilidade com os computadores não passou despercebida pela gigante americana Microsoft, que o presenteou há seis anos com seu primeiro laptop e acaba de nomeá-lo analista tecnológico.
Mahmoud, apelidado por seus vizinhos de "Abqarino" (gênio, em árabe), se matriculou aos nove anos na prestigiada Universidade Americana do Cairo, onde cursa Informática.
Para seu pai, Wael Mahmoud, que mostra orgulhoso uma pasta cheia de recortes de jornais com reportagens sobre o filho, o garoto é "uma criança, um engenheiro de informática e um presente de Alá".
"Agora já sou um profissional em redes de computadores e já poderia trabalhar", afirma Mahmoud, que se diz apaixonado pela informática porque "graças a esta invenção, é possível chegar a qualquer parte do mundo". "Se quero saber alguma coisa, tenho Google e Wikipédia, e se quero conhecer alguém no outro lado do planeta, tenho o Facebook".
"Talvez eu acabe trabalhando para a Microsoft", antecipa o menino que, embora fale com fluência o árabe e o inglês e estude francês, está mais interessado "em conhecer as linguagens de programação".
No populoso bairro do Cairo em que a família de Mahmoud sempre morou, as crianças de sua idade brincam na rua enquanto os adultos tomam chá ou fumam shisha (narguilé). Mas o menino não tem tempo para sair com os amigos porque sua rotina começa cedo, às 6h30, e a manhã e a tarde são ocupadas entre as salas de aula de um colégio internacional e da universidade.
"Alguns garotos da minha idade têm orgulho de ter um amigo como eu no bairro, mas outros pedem que ninguém brinque comigo", conta Mahmoud, que aproveita as férias para "brincar, brincar e brincar". "Às vezes me sinto como um adulto porque acordo muito cedo e vou à escola e à universidade, mas em casa meus pais me tratam como uma criança", revela.
Interessado por programação, o pequeno gênio confessa ter perdido a destreza com as operações matemáticas, mas diante do desafio de calcular o resultado de 40 vezes 78, faz uma pausa e pede, sério: "Um minuto, por favor".
"Moody", como é chamado em casa, só precisa de dez segundos para dar a resposta correta (3.120) e, depois, explica que seu verdadeiro sonho é seguir os passos do egípcio Ahmed Zewail, prêmio Nobel de Química em 1999, e ser "cientista especializado em informática".
"Antes de completar 20 anos, vou morar fora do Egito para estudar. Depois vou voltar e tentar inventar algo por aqui", planeja o menino, que se considera um "bom muçulmano". Segundo ele, foi o profeta Maomé quem lhe concedeu a inteligência e, por isso, sempre agradece quando vai à mesquita ao lado de sua casa. "Meu coeficiente é uma das muitas razões pelas quais eu amo Deus", relata.
Os olhos de Mahmoud, ocultos sob os óculos de aro vermelho, se acendem quando fala de outra de suas paixões, o futebol. "Gosto de jogar com meus amigos do bairro ou na escola e sou fã do Al Ahly (o time campeão da última liga egípcia)".
Depois da equipe do Cairo, o garoto reconhece que seu favorito é o Barcelona, porque "tem grandes jogadores como o Messi" e, entre as seleções, prefere a Espanha e o Brasil.

domingo, 31 de outubro de 2010

Nova falha sem correção é explorada no Reader e no Flash

Adobe alertou para arquivos PDF com conteúdo malicioso.
Empresa prometeu correção para o dia 15 de novembro.

Reader e Acrobat 9.4 e anteriores estão vulneráveis e sem correção. E-mails com arquivos PDF maliciosos estão circulando pela rede e explorando uma falha ainda sem correção no Adobe Reader. O arquivo foi encontrado por especialistas em segurança. A Adobe confirmou a existência da falha e também que o problema na verdade está no Flash e nos recursos de reprodução de Flash do Reader. A simples visita a um site ou abertura de um arquivo Flash ou PDF pode infectar o computador.
O problema existe nas versões 10.1.85.3 e anteriores do Flash para Windows, Mac e Linux, e nas versões 10.1.95.2 e anteriores do Flash para celulares Android. No Reader e no Acrobat, o problema existe nas versões 9.4 e anteriores da série 9.x. Como a falha já está sendo exploradas e não há correção, ela é considerada “dia zero”. São os problemas mais graves, porque não há maneiras simples e eficazes de proteção.
A Adobe prometeu uma correção para o Flash até o dia 9 de novembro. O Reader e o Acrobat, que já estão sendo explorados, devem receber uma correção até o dia 15.
Até lá, a única solução proposta pela Adobe é renomear o arquivo authplay.dll para que o Reader deixe de executar conteúdo em Flash, protegendo-o, assim, do problema. No caso de exploração direta do Flash, não há meios de proteção, exceto desativar o Flash por completo com extensões como o NoScript do Firefox, disponível no Baixatudo.
Softwares da Adobe tem sido alvo de ataques contínuos por serem muito populares e passáveis de ativação por sites de internet. Os problemas fizeram a empresa prometer uma versão mais segura do Reader, que deve chegar em dezembro.

'Google Developer Day' destaca os avanços do HTML5 nos navegadores

Evento reúne mais de 1,3 mil pessoas em São Paulo.
Últimas novidades são apresentadas aos profissionais de tecnologia.

 

O Google apresentou nesta sexta-feira (29) em São Paulo, durante o evento "Google Developer Day", os avanços do HTML5 nos navegadores usados em desktops e em aparelhos móveis. Segundo a companhia, algumas funções existentes hoje eram impossíveis há um ano. Entre as novas características mostradas no evento está a possibilidade de integrar componentes do computador ao browser.
Como exemplo, a empresa mostrou uma busca sendo realizada por voz em um desktop. Assim como já funciona em celulares, o usuário pode pesquisar um termo apenas pela voz. O browser converte o som em texto e o busca na internet. O internauta pode, também, mover objetos na tela do desktop, ao virar o computador para o lado, por exemplo.
Google Developer Day 
Google apresentou as últimas novidades para desenvolvedores em evento em SP. (Foto: Laura Brentano/G1)
"Hoje, temos cinco navegadores importantes que estão buscando inovações para o HTML5", disse Ernesto Delgado, engenheiro de programas do Google. Conforme a empresa, o mercado de celulares impulsionou os computadores a adotarem o HTML5. "Houve um intervalo enorme entre a versão 4, em 1997, e a 5, que chegou em 2009", disse Delgado. Por isso, o Google acredita que os internautas hoje procuram novas funções em seus navegadores.
"O browser está se tornando uma plataforma inovadora", completou Delgado. Além disso, a empresa disse que o HTML5 também mudará a forma como as aplicações são criadas.
Loja do Chrome
Durante o evento, o Google também falou sobre a loja de aplicativos do Chrome, que deve chegar ainda este ano. No portal serão vendidos aplicativos para a web, assim como funciona o do Android. Segundo a empresa, o navegador do Google já tem 70 milhões de usuários no mundo, e o Brasil é o segundo país que mais utiliza o browser.
Como a cobrança por aplicativos na internet pode não ser muito bem aceita pelos internautas, Eric Bidelman, desenvolvedor do Google, disse que é bom lembrar que sempre existirão muitas ferramentas gratuitas. Além disso, a companhia acredita que a loja irá melhorar a vida dos usuários que buscam aplicativos. “Como a loja é baseada na nuvem, os usuários, hoje, estão mais ‘confortáveis’ em relação a isso”, disse Ryan Boyd, desenvolvedor do Google. Segundo a empresa, todo o lucro dos aplicativos vendidos na loja irá para o desenvolvedor.