domingo, 10 de outubro de 2010
Google cria carro que dispensa motorista
Quem circulou pelas ruas de Los Angeles e San Francisco recentemente pode ter visto um carro Toyota Prius com um cilindro de metal esquisito no teto. Mais difícil de notar era o fato de que a pessoa ao volante não estava dirigindo.
Frase do Dia
Se o Xororó fosse dono de uma sorveteria, nela teria uma sobremesa chamada Sundae Junior.
Serra herda 51% dos votos de Marina, aponta Datafolha
Os votos dos eleitores de Marina Silva vão neste momento majoritariamente para José Serra (PSDB). Segundo o Datafolha, o tucano herda 51% dos quase 20 milhões de votos obtidos pela candidata do PV no primeiro turno da eleição.
Dilma Rousseff (PT) fica com apenas 22% dos votos de Marina, conforme pesquisa realizada pelo Datafolha para a Folha e a Rede Globo anteontem com 3.265 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja mapa com todos os resultados das eleições
Veja a cobertura completa sobre as eleições
Acompanhe a Folha Poder no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
O percentual dos eleitores de Marina dispostos a migrar para Dilma sofreu quedas nos últimos dias. No levantamento do Datafolha de 28 e 29 de setembro, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Na véspera da eleição, oscilou para 29%. Agora, está com 22%.
Curiosamente, Serra não aumenta sua capacidade de absorver os simpatizantes de Marina Silva. Ele tinha 51% nos dias 28 e 29 do mês passado. Oscilou para 50% na véspera do primeiro turno. Hoje, voltou aos 51%.
O que aumentou entre os "marinistas" foram os indecisos: eram 4% antes do primeiro turno. Agora são 18%. Outros 9% pretendem anular o voto ou votar em branco.
A candidata do PV anunciou que fará uma série de consultas antes de anunciar um possível apoio a Dilma ou Serra. Mas essa decisão divide os eleitores brasileiros.
Segundo o Datafolha, para 42% Marina deveria apoiar Dilma. Outros 41% querem que ela declare uma adesão a Serra. E 7% dizem que a verde não deveria apoiar ninguém. Há também 10% que não souberam responder.
Quando o Datafolha pergunta só aos eleitores de Marina, 54% a querem ao lado de Serra. Apenas 23% sugerem apoio a Dilma.
Quando questionados sobre o que acham que ela fará, 38% dizem que Marina acabará apoiando Serra. Outros 32% acham que ela caminhará em direção a Dilma. Só 8% acreditam em neutralidade.
O problema para Marina --e para quem deseja ficar com o seu apoio formal-- é que 56% dos eleitores julgam ser indiferente o que ela fará.
Apenas 26% dos eleitores dizem que até poderiam votar no candidato apoiado por Marina. Há ainda 13% para os quais o apoio da verde os faria rejeitar tal candidato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerce influência sobre 39% dos eleitores que dizem que podem votar em quem ele indicar.
Dilma Rousseff (PT) fica com apenas 22% dos votos de Marina, conforme pesquisa realizada pelo Datafolha para a Folha e a Rede Globo anteontem com 3.265 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja mapa com todos os resultados das eleições
Veja a cobertura completa sobre as eleições
Acompanhe a Folha Poder no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
O percentual dos eleitores de Marina dispostos a migrar para Dilma sofreu quedas nos últimos dias. No levantamento do Datafolha de 28 e 29 de setembro, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Na véspera da eleição, oscilou para 29%. Agora, está com 22%.
Curiosamente, Serra não aumenta sua capacidade de absorver os simpatizantes de Marina Silva. Ele tinha 51% nos dias 28 e 29 do mês passado. Oscilou para 50% na véspera do primeiro turno. Hoje, voltou aos 51%.
O que aumentou entre os "marinistas" foram os indecisos: eram 4% antes do primeiro turno. Agora são 18%. Outros 9% pretendem anular o voto ou votar em branco.
A candidata do PV anunciou que fará uma série de consultas antes de anunciar um possível apoio a Dilma ou Serra. Mas essa decisão divide os eleitores brasileiros.
Segundo o Datafolha, para 42% Marina deveria apoiar Dilma. Outros 41% querem que ela declare uma adesão a Serra. E 7% dizem que a verde não deveria apoiar ninguém. Há também 10% que não souberam responder.
Quando o Datafolha pergunta só aos eleitores de Marina, 54% a querem ao lado de Serra. Apenas 23% sugerem apoio a Dilma.
Quando questionados sobre o que acham que ela fará, 38% dizem que Marina acabará apoiando Serra. Outros 32% acham que ela caminhará em direção a Dilma. Só 8% acreditam em neutralidade.
O problema para Marina --e para quem deseja ficar com o seu apoio formal-- é que 56% dos eleitores julgam ser indiferente o que ela fará.
Apenas 26% dos eleitores dizem que até poderiam votar no candidato apoiado por Marina. Há ainda 13% para os quais o apoio da verde os faria rejeitar tal candidato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerce influência sobre 39% dos eleitores que dizem que podem votar em quem ele indicar.
Na cidade do vencedor da Mega-Sena, todo mundo é suspeito
Todas as conversas em Fontoura Xavier transformaram-se em especulações e brincadeiras sobre o ganhador de quase R$ 120 milhões
Cidades pequenas costumam ter suas lendas, suas fofocas e seus causos. Fontoura Xavier teve na manhã desta quinta-feira seu repertório renovado. As histórias sobre o ganhador da Mega-Sena, que levou o maior prêmio único da história, quase R$ 120 milhões, se multiplicam pela cidade de 11 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.
Um desconhecido homem de São Paulo que passou esta quarta-feira pela cidade em uma caminhonete Saveiro é uma das especulações. Segundo essa lenda, ele teria prometido enviar parte do prêmio aos funcionários da Lotérica Boa Sorte, única da cidade, onde o bilhete foi registrado. Mas é mais uma lenda, contada em rodas de bar ou de carteado. Pelo menos é uma lenda até que se confirme, como as outras.
Outro causo que as ruas contam diz que foi o irmão de um rapaz que vende bilhetes. Ou um pequeno agricultor da região, ou um comerciante. Segundo um funcionário de um posto de gasolina, a cada hora o favorito muda, e toda a cidade logo fica sabendo e cochichando.
Os olhares são de desconfiança, “todo mundo é suspeito”, diz Taffarel, frequentador de um pequeno mercado tocado por Nelci e Lucas. Taffarel lembra o goleiro campeão do mundo em 1994, e diz que é primo do ex-jogador. “Assim como boa parte da cidade, aqui é cheio de Taffarel”, explica rindo. Lucas diz que o vencedor já deve estar longe, mas ressalta que a criminalidade na cidade é quase nenhuma.
O começo de conversa é apenas com Lucas, mas vai chegando gente e todos vão opinando. O assunto interessa a todos, assim como a presença de um repórter de fora da cidade. O alvoroço com diversos veículos de comunicação chegando ao local é grande. Nelci diz que “dá pra comprar toda a cidade com o dinheiro”, e todos concordam que a pessoa já deve estar longe, mas se unem também na torcida para que a cidade inteira ganhe com o fato: “tomara que daqui a uns cinco anos quem ganhou volte e invista um pouco aqui”, diz Lucas, ao que todos assentem esperançosos.
A possibilidade de que o vencedor seja alguém que mora na zona rural e ainda não saiba que está rico também é levantada. Boa parte da população de Fontoura Xavier mora nessas regiões e, segundo Lucas, recebe Bolsa Família. “Tem muita gente que recebe Bolsa Família e, com um troquinho que sobra, joga na loteria”, diz.
A cidade é feita em grande parte de pequenas casas de comércio. Um bar na rua principal tem uma mesa de sinuca no centro, deixada sozinha por oito homens que jogam canastra com apostas altas. Notas de cinquenta circulam livremente em uma mesa encolhida num canto do boteco. Ali as conversas também trazem histórias sobre a Mega-Sena. O causo do paulista da Saveiro surgiu ali. Cada um que chega ao bar é recebido com a saudação “taí o cara que ganhou o dinheiro” e suas variações.
Cidades pequenas costumam ter suas lendas, suas fofocas e seus causos. Fontoura Xavier teve na manhã desta quinta-feira seu repertório renovado. As histórias sobre o ganhador da Mega-Sena, que levou o maior prêmio único da história, quase R$ 120 milhões, se multiplicam pela cidade de 11 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.
Um desconhecido homem de São Paulo que passou esta quarta-feira pela cidade em uma caminhonete Saveiro é uma das especulações. Segundo essa lenda, ele teria prometido enviar parte do prêmio aos funcionários da Lotérica Boa Sorte, única da cidade, onde o bilhete foi registrado. Mas é mais uma lenda, contada em rodas de bar ou de carteado. Pelo menos é uma lenda até que se confirme, como as outras.
Outro causo que as ruas contam diz que foi o irmão de um rapaz que vende bilhetes. Ou um pequeno agricultor da região, ou um comerciante. Segundo um funcionário de um posto de gasolina, a cada hora o favorito muda, e toda a cidade logo fica sabendo e cochichando.
Os olhares são de desconfiança, “todo mundo é suspeito”, diz Taffarel, frequentador de um pequeno mercado tocado por Nelci e Lucas. Taffarel lembra o goleiro campeão do mundo em 1994, e diz que é primo do ex-jogador. “Assim como boa parte da cidade, aqui é cheio de Taffarel”, explica rindo. Lucas diz que o vencedor já deve estar longe, mas ressalta que a criminalidade na cidade é quase nenhuma.
O começo de conversa é apenas com Lucas, mas vai chegando gente e todos vão opinando. O assunto interessa a todos, assim como a presença de um repórter de fora da cidade. O alvoroço com diversos veículos de comunicação chegando ao local é grande. Nelci diz que “dá pra comprar toda a cidade com o dinheiro”, e todos concordam que a pessoa já deve estar longe, mas se unem também na torcida para que a cidade inteira ganhe com o fato: “tomara que daqui a uns cinco anos quem ganhou volte e invista um pouco aqui”, diz Lucas, ao que todos assentem esperançosos.
A possibilidade de que o vencedor seja alguém que mora na zona rural e ainda não saiba que está rico também é levantada. Boa parte da população de Fontoura Xavier mora nessas regiões e, segundo Lucas, recebe Bolsa Família. “Tem muita gente que recebe Bolsa Família e, com um troquinho que sobra, joga na loteria”, diz.
A cidade é feita em grande parte de pequenas casas de comércio. Um bar na rua principal tem uma mesa de sinuca no centro, deixada sozinha por oito homens que jogam canastra com apostas altas. Notas de cinquenta circulam livremente em uma mesa encolhida num canto do boteco. Ali as conversas também trazem histórias sobre a Mega-Sena. O causo do paulista da Saveiro surgiu ali. Cada um que chega ao bar é recebido com a saudação “taí o cara que ganhou o dinheiro” e suas variações.
Filho de Tiririca diz que pai sabe ler
O humorista Tiririca, eleito o deputado federal mais votado do Brasil, ainda está descansando com a família, aqui em Fortaleza De acordo com seu filho, Everson Silva, o palhaço Tirulipa, ele está numa praia próxima à capital, "só curtindo", e deve se apresentar à Justiça de São Paulo para provar que sabe ler e escrever, em 14 de outubro.
Silva não quis dizer o nome da praia, mas afirmou que se encontra com o pai quase todas as manhãs, desde que ele chegou à cidade, após a eleição.
Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral, acatada pela Justiça, Tiririca falsificou o documento que apresentou para mostrar que é alfabetizado.
Tirulipa afirmou que o pai não é analfabeto. Ele acredita que mais "coisas" devem surgir, na tentativa de prejudicar o humorista. "Ele sabe ler. O problema é o seguinte: vão vir mais coisas, não vai ser só isso não. Começaram com um lance de um terreno que meu pai tinha, que havia passado para o nome da minha avó e foram atrás disso aí. Depois, foi a do analfabetismo. Depois foi o negócio da morte. Disseram que meu pai tinha morrido, no sábado antes da eleição, na internet", disse.
Para Silva, as acusações contra seu pai são decorrentes de interesses da oposição, pelo fato de sua votação ter levado para a Câmara mais três.
"Meu pai disse: ´Não vou dar margem para isso, porque vão bater de todo jeito´. Não é nem pelo meu pai, é pelo partido e as pessoas que ele levou. Acho que a galera não está preocupada com ele. Ele é um cara bacana, é um cara legal. Eles devem estar fazendo isso em nome dos caras", disse. Apesar da polêmica, Silva disse que o pai está muito bem e "feliz pra caramba". Segundo o palhaço, o desejo de Tiririca é somente se apresentar à mídia depois que for submetido ao teste na Justiça.
Silva não quis dizer o nome da praia, mas afirmou que se encontra com o pai quase todas as manhãs, desde que ele chegou à cidade, após a eleição.
Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral, acatada pela Justiça, Tiririca falsificou o documento que apresentou para mostrar que é alfabetizado.
Tirulipa afirmou que o pai não é analfabeto. Ele acredita que mais "coisas" devem surgir, na tentativa de prejudicar o humorista. "Ele sabe ler. O problema é o seguinte: vão vir mais coisas, não vai ser só isso não. Começaram com um lance de um terreno que meu pai tinha, que havia passado para o nome da minha avó e foram atrás disso aí. Depois, foi a do analfabetismo. Depois foi o negócio da morte. Disseram que meu pai tinha morrido, no sábado antes da eleição, na internet", disse.
Para Silva, as acusações contra seu pai são decorrentes de interesses da oposição, pelo fato de sua votação ter levado para a Câmara mais três.
"Meu pai disse: ´Não vou dar margem para isso, porque vão bater de todo jeito´. Não é nem pelo meu pai, é pelo partido e as pessoas que ele levou. Acho que a galera não está preocupada com ele. Ele é um cara bacana, é um cara legal. Eles devem estar fazendo isso em nome dos caras", disse. Apesar da polêmica, Silva disse que o pai está muito bem e "feliz pra caramba". Segundo o palhaço, o desejo de Tiririca é somente se apresentar à mídia depois que for submetido ao teste na Justiça.
Assinar:
Postagens (Atom)


